Quem é Romeu Zema, candidato à Presidência da República

Romeu Zema é empresário e ex-governador de Minas Gerais, cargo que ocupou por dois mandatos consecutivos após ser eleito pela primeira vez em 2018. Antes de ingressar na política, construiu sua trajetória no setor empresarial, presidindo o conselho de administração do Grupo Zema, uma das maiores redes varejistas do país, com atuação nos segmentos de eletrodomésticos, móveis, combustíveis, serviços financeiros e consórcios.

Bisneto de Domingos Zema, fundador do grupo empresarial, Romeu Zema permaneceu filiado ao antigo Partido da República (PR) por 18 anos, entre 2000 e 2018, sem disputar cargos eletivos. Sua estreia nas urnas ocorreu nas eleições de 2018, quando foi eleito governador de Minas Gerais pelo Partido Novo com 71,8% dos votos no segundo turno, derrotando Antonio Anastasia (PSDB).

Naquele ano, embora o candidato à Presidência do Novo fosse João Amoêdo, Zema declarou apoio a Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno da eleição presidencial. Em sua campanha para o governo mineiro, defendeu a redução do tamanho do Estado, privatizações, reformas administrativas e a flexibilização do porte de armas, apresentando sua experiência no setor privado como diferencial para a gestão pública.

Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou patrimônio de R$ 69,7 milhões nas eleições de 2018.

Candidato à Presidência da República, Romeu Zema afirmou que pretende adotar uma política econômica baseada em forte ajuste fiscal, com redução dos gastos públicos, reformas administrativa e previdenciária e ampliação do programa de privatizações, incluindo a Petrobras.

Na política externa, declarou que retaliaria os Estados Unidos caso fossem mantidas tarifas comerciais consideradas prejudiciais ao Brasil. Ao comentar a postura do presidente norte-americano Donald Trump, classificou-o como “imprevisível” e “fanfarrão”.

Na área da segurança pública, Zema afirmou que pretende se inspirar no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, especialmente no combate às organizações criminosas. No entanto, disse não concordar com medidas como prisões sem mandado judicial ou baseadas apenas em denúncias anônimas.

O candidato também afirmou ter ficado “surpreso e decepcionado” com as investigações sobre supostas fraudes em licenciamentos ambientais durante sua gestão em Minas Gerais. As apurações seguem em andamento, e Zema nega envolvimento em irregularidades.

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