O feriado de 7 de Setembro movimentou a corrida presidencial de 2026, com candidatos aproveitando a data da Independência do Brasil para participar de manifestações, atos políticos, desfiles e agendas com apoiadores em diferentes regiões do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve agenda pública de campanha na data. Já seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), participou de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, marcado para a tarde. A presença do candidato no evento reforçou a estratégia de mobilização do eleitorado de direita durante o feriado.
Em São Paulo, outros candidatos também participaram de manifestações. Romeu Zema (Novo) esteve na Avenida Paulista pela manhã, enquanto Renan Santos (Missão) participou de um ato no Obelisco do Parque do Ibirapuera. Os dois candidatos buscaram aproveitar a data para ampliar a presença nas ruas e apresentar suas propostas aos eleitores.
Ronaldo Caiado (PSD) acompanhou o desfile cívico em Goiânia. A agenda do candidato teve caráter mais institucional, com participação nas comemorações oficiais da Independência.
Entre os candidatos de partidos menores, Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) participaram do Grito dos Excluídos, enquanto Samara Martins (UP) cumpriu agenda em Belém, no Pará. Clariana Barão (DC) participou de ato na Avenida Paulista e defendeu maior presença de mulheres em cargos públicos.
Augusto Cury (Avante) teve uma agenda voltada a entrevistas e exposição de sua candidatura, com participação em sabatina e entrevista à imprensa. Edmilson Costa (PCB), por sua vez, cumpriu compromissos relacionados à direção nacional do partido em Lisboa.
O 7 de Setembro ocorre em um momento de forte disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg realizada entre 4 e 9 de setembro apontou 43% para Lula e 37,4% para Flávio no primeiro turno. Augusto Cury apareceu com 6,6%, Renan Santos com 6,5%, Romeu Zema com 2,1% e Ronaldo Caiado com 1,1%.
No segundo turno, o mesmo levantamento mostrou um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio: 46,2% para o petista e 46,4% para o candidato do PL, dentro da margem de erro de um ponto percentual.
Assim, além das comemorações pela Independência, o feriado serviu como mais um momento de demonstração de força política. Enquanto os candidatos mais competitivos buscam consolidar suas bases eleitorais, os demais tentam ganhar visibilidade e se apresentar como alternativas à polarização que domina a disputa presidencial.