O Reino Unido iniciou, na segunda-feira (20), uma nova etapa em sua política com a posse de Andy Burnham como primeiro-ministro. Líder do Partido Trabalhista, Burnham substitui Keir Starmer e se torna o sétimo ocupante do cargo em apenas dez anos, em meio a um período de intensa instabilidade política no país.
Burnham assumiu o governo após a renúncia de Starmer, que deixou o cargo diante de uma forte queda de popularidade. Apesar de ter conduzido os trabalhistas a uma ampla vitória nas eleições gerais de 2024, o agora ex-primeiro-ministro enfrentou dificuldades para conter a inflação, o aumento do custo de vida e os efeitos políticos de um escândalo relacionado ao caso Epstein, fatores que contribuíram para sua elevada rejeição.
Conhecido como “Rei do Norte”, apelido conquistado durante sua gestão como prefeito da Grande Manchester, Burnham chega ao comando do governo prometendo uma agenda voltada ao custo de vida, à reforma dos serviços públicos e ao fortalecimento da economia regional. Em seu primeiro discurso, também afirmou que pretende combater o problema da falta de moradia e apresentar uma estratégia de longo prazo para o país.
Entre os principais desafios do novo premiê está conter o avanço da direita populista, que ampliou sua presença nas eleições locais realizadas em maio. Além disso, Burnham precisará recuperar a confiança do eleitorado trabalhista e administrar a pressão por reformas em áreas como saúde, assistência social e bem-estar.
Nos primeiros dias à frente do governo, Burnham também iniciou a formação de seu gabinete e recebeu mensagens de apoio de líderes internacionais, que demonstraram expectativa por uma continuidade da cooperação do Reino Unido em temas como defesa, comércio e relações com a Europa.