O processo de escolha do próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) entrou em uma etapa decisiva nesta quinta-feira (30), com o início da primeira votação no Conselho de Segurança. O novo dirigente substituirá António Guterres, que deixará o cargo no fim deste ano após dez anos à frente da organização.
Nesta fase, os representantes dos 15 países que integram o Conselho de Segurança indicam se “encorajam”, “não encorajam” ou “não têm opinião” sobre cada um dos candidatos. A votação é considerada um dos momentos mais importantes do processo de seleção.
Ao todo, sete candidatos participam da disputa. Entre os nomes apontados como favoritos estão a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, e o argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Para ser escolhido, o candidato precisa obter pelo menos nove votos favoráveis e não receber veto de nenhum dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.
O processo de votação poderá contar com novas rodadas até que um nome reúna o apoio necessário para ser recomendado à Assembleia Geral da ONU, responsável pela nomeação oficial do novo secretário-geral.