EUA criticam condenação de Eduardo Bolsonaro e apontam suposta perseguição política

O governo dos Estados Unidos criticou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota divulgada nesta quinta-feira (18) por meio do Departamento de Estado, um porta-voz da pasta afirmou que a decisão faz parte de um suposto cenário de “perseguição política” e de uso da chamada “guerra jurídica” contra adversários políticos no Brasil.

A manifestação foi divulgada após a Primeira Turma do STF condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com a acusação, o ex-parlamentar teria atuado junto a autoridades norte-americanas para buscar a aplicação de sanções contra ministros da Corte brasileira.

A nota do governo norte-americano reforça declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que comentou o caso durante a Cúpula do G7. Na ocasião, Trump se referiu ao episódio, mas confundiu Eduardo Bolsonaro com o senador Flávio Bolsonaro, afirmando ter sido informado de que “Bolsonaro Jr.” havia sido preso em razão de declarações feitas no estado do Texas.

As declarações do governo dos Estados Unidos acrescentam um componente diplomático ao caso, que segue repercutindo tanto no cenário político brasileiro quanto nas relações entre os dois países.

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