O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou o pedido apresentado por quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques no julgamento de um mandado de segurança que solicita a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
Os parlamentares alegaram que Kassio teria relação de amizade com o senador Ciro Nogueira, citado nas investigações relacionadas ao caso Master, e que isso poderia comprometer sua imparcialidade. O pedido foi apresentado pelos senadores Eduardo Girão, Alessandro Vieira, Marcos Pontes e Plínio Valério.
Ao analisar a solicitação, Fachin entendeu que o pedido de suspeição foi apresentado fora do prazo previsto pelo regimento interno do STF. Segundo o ministro, a ação foi distribuída por sorteio a Kassio Nunes Marques em 26 de março de 2026, enquanto a arguição de suspeição só foi protocolada em 12 de maio, ultrapassando em mais de um mês o prazo regimental para contestação.
O mandado de segurança em questão busca obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a dar andamento à instalação da CPI do Master. Os autores da ação argumentam que o requerimento já reúne 53 assinaturas, número superior ao mínimo de 27 apoios necessários para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito no Senado.
Com a decisão de Fachin, Kassio Nunes Marques permanece como relator do caso e continuará responsável pela análise do pedido relacionado à instalação da CPI. Até o momento, o mérito da ação ainda não foi julgado pelo ministro.