O apoio à proibição das apostas online, conhecidas como bets, aumentou no Brasil. Segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23), 75% dos entrevistados concordam com a proibição da modalidade no país. Em abril, o percentual era de 73%. Outros 17% discordam da medida e 8% não concordam nem discordam.
O levantamento ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.
A pesquisa também indica uma percepção negativa sobre os efeitos das apostas na sociedade. Para 59,9% dos entrevistados, as bets provocam somente prejuízos, enquanto 28,6% consideram que a atividade gera mais prejuízos do que benefícios. Apenas 0,7% afirmaram que as apostas trazem exclusivamente benefícios.
A maioria dos entrevistados também defende medidas mais rígidas para o setor. Segundo o levantamento, 84% concordam que as empresas de apostas deveriam pagar mais impostos, enquanto 79% consideram que a publicidade das plataformas deveria ser limitada. Além disso, 66% afirmam que menores de idade têm facilidade para acessar sites e aplicativos de apostas.
Outro ponto abordado foi a percepção sobre as bets como forma de complementar a renda ou realizar investimentos. A maioria dos entrevistados rejeita essa ideia, com 84% discordando totalmente da afirmação de que as apostas online podem ser utilizadas para esse fim.
Os participantes também foram questionados sobre quem consideram o principal responsável pela disseminação das apostas online no Brasil. Para 36%, a responsabilidade é atribuída ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado por 25,4%, enquanto 16,5% apontaram o Congresso Nacional. Outros 0,7% mencionaram o Supremo Tribunal Federal (STF), 6,4% disseram que nenhuma das opções era responsável e 15% não souberam responder.