A Polícia Federal identificou, nas investigações sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, indícios de que ele poderia ser destinatário de pagamentos feitos por um empresário do setor de tecnologia interessado em negócios com o governo federal. O caso envolve contratos e tratativas relacionadas à Dataprev. A informação foi divulgada pelo Estadão.
Segundo a investigação, a PF apura possíveis relações entre Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger e empresários que buscavam ampliar negócios junto a órgãos públicos. Entre as suspeitas estão uma possível intermediação de interesses privados e o eventual recebimento de recursos durante as tratativas.
O empresário citado nas investigações nega irregularidades e afirma que os acordos foram firmados de forma transparente e sem favorecimento. As defesas de Lulinha e Roberta Luchsinger não se manifestaram sobre as informações divulgadas.
O caso faz parte de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorre em meio ao aumento da pressão política em torno das investigações que envolvem o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nesta quinta-feira (20), o ministro André Mendonça determinou que a Polícia Federal apure possíveis vazamentos de informações sigilosas relacionados ao caso. O ministro, porém, ressaltou que a investigação não deve ter como alvo jornalistas ou veículos de comunicação.
As suspeitas ainda são objeto de investigação e, até o momento, não há condenação ou comprovação definitiva de irregularidades por parte dos envolvidos.