O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a criação de uma comissão voltada ao combate do uso ilegal de inteligência artificial durante os processos eleitorais. A iniciativa busca acompanhar os avanços tecnológicos e desenvolver estratégias para prevenir práticas que possam comprometer a integridade das eleições.
A comissão terá como foco o monitoramento de conteúdos produzidos por ferramentas de inteligência artificial, especialmente aqueles que possam ser utilizados para disseminar desinformação, manipular imagens, vídeos ou áudios e influenciar indevidamente a opinião pública durante o período eleitoral.
Nos últimos anos, autoridades eleitorais de diversos países passaram a demonstrar preocupação com o crescimento de tecnologias capazes de gerar conteúdos altamente realistas, conhecidos como “deepfakes”. Especialistas alertam que esses recursos podem dificultar a identificação de informações falsas e ampliar desafios relacionados à transparência do debate público.
Segundo o TSE, o grupo deverá reunir especialistas em tecnologia, direito eleitoral, comunicação e segurança digital para elaborar propostas e recomendações destinadas ao aprimoramento da fiscalização eleitoral. A expectativa é que os trabalhos contribuam para fortalecer mecanismos de proteção contra abusos envolvendo ferramentas digitais.
A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas à preservação da confiança no processo democrático e à adaptação das instituições eleitorais às transformações promovidas pela inteligência artificial. O tribunal destaca que o objetivo é garantir que o uso da tecnologia ocorra de forma compatível com a legislação e os princípios que regem as eleições brasileiras.