Big techs reduzem moderação política antes das eleições de 2026 e enfrentam novas regras

As grandes plataformas digitais se preparam para as eleições de 2026 em meio a mudanças nas políticas de moderação de conteúdo. Meta, X e Google vêm reduzindo medidas de controle sobre publicações, seguindo uma orientação de suas matrizes nos Estados Unidos em defesa de uma menor interferência e de maior liberdade de expressão. Ao mesmo tempo, as empresas terão de atender a novas exigências da Justiça brasileira relacionadas ao combate à desinformação eleitoral. As informações são da Folha.

Uma das principais novidades para o pleito deste ano envolve o uso de inteligência artificial. As regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impõem restrições à produção de conteúdo político com IA. Entre as medidas está a proibição de propaganda eleitoral gerada por essas ferramentas nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes.

As normas também determinam que chatbots não podem recomendar votos ou favorecer candidatos nas respostas oferecidas aos usuários. Entre as principais plataformas, o TikTok é apontado como uma exceção, por ampliar ações de moderação e programas específicos voltados ao período eleitoral.

Outra exigência é que as plataformas apresentem ao TSE planos de conformidade, com metas, métricas e relatórios sobre o cumprimento das regras. As empresas têm até 16 de agosto para entregar os documentos.

Com a expectativa de aumento da judicialização durante o processo eleitoral, uma das big techs ampliou em 30% o número de advogados externos que atuarão no período. A estimativa de processos judiciais, que inicialmente apontava para uma alta de 30% em relação às eleições de 2022, passou para uma projeção de crescimento entre 50% e 60%.

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