As pesquisas eleitorais apontam uma disputa concentrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas uma parcela do eleitorado ainda não possui uma identificação fixa com os principais campos políticos. São os chamados eleitores independentes, que podem mudar de candidato entre uma eleição e outra e não necessariamente se identificam como de esquerda ou de direita.
Levantamentos da Quaest mostram que esse grupo pode ter comportamentos diferentes ao longo da campanha. Em setembro, por exemplo, Flávio Bolsonaro chegou a registrar 36% das intenções de voto entre os independentes no segundo turno, contra 26% de Lula. Em outra rodada do instituto, realizada no início do mês, Lula aparecia com 28% e Flávio com 32% nesse mesmo segmento. As variações ocorreram dentro de um cenário de disputa entre os dois candidatos.
Ser independente, no entanto, não significa necessariamente estar indeciso. O eleitor pode não se identificar com nenhum campo político e, ainda assim, já ter escolhido um candidato. Já o eleitor indeciso é aquele que, no momento da pesquisa, ainda não definiu seu voto. Esse grupo também pode incluir pessoas que se identificam com a esquerda ou com a direita, mas ainda não decidiram qual candidato apoiar.
Na pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro, os indecisos representavam 5% do eleitorado no cenário estimulado de primeiro turno, enquanto 10% declararam voto branco ou nulo. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 28 de setembro e tinha margem de erro de dois pontos percentuais.
A diferença entre os dois grupos é importante porque o eleitor independente pode mudar sua escolha ao longo da campanha, enquanto o indeciso ainda não apresentou uma preferência definida. No levantamento espontâneo da Quaest realizado no início de setembro, por exemplo, 42% dos entrevistados ainda não haviam indicado um candidato.
Com a aproximação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, pesquisas mais recentes continuam mostrando uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. No levantamento Datafolha realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro, Lula tinha 42% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 38% de Flávio, enquanto 13% dos entrevistados permaneciam indecisos ou não haviam escolhido uma opção válida.