A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidência da República que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). A decisão ocorreu após a emissora receber duas intimações judiciais relacionadas às regras do encontro, uma da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e outra do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão de Estela Aranha, tomada a pedido da coligação de Lula (PT), proibiu a Globo de manter no cenário o púlpito reservado ao presidente com uma identificação em caso de ausência. A determinação também vetou a possibilidade de os candidatos presentes formularem perguntas que seriam direcionadas a Lula.
Já Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate, apesar de o partido ter apenas um parlamentar no Congresso. Romeu Zema (Novo) também havia sido incluído após uma decisão anterior do presidente do TSE, Nunes Marques.
Em nota, a Globo afirmou que as decisões judiciais tomadas horas antes do debate geraram “insegurança jurídica” e, segundo a emissora, interferiram na liberdade de organização do encontro. A empresa declarou que o objetivo era promover a discussão de ideias e permitir que os eleitores comparassem as propostas dos candidatos.
Com as mudanças determinadas judicialmente, o debate reuniria os candidatos inicialmente convidados pela emissora e aqueles incluídos posteriormente por decisões judiciais. Diante do cenário, a Globo decidiu cancelar o encontro previsto para esta quinta-feira.