A senadora Soraya Thronicke afirmou ter sido alvo de ameaças de morte e ataques misóginos após a aprovação do chamado PL da Misoginia no Senado. A parlamentar, que atuou como relatora da proposta, também relatou episódios de assédio envolvendo outro integrante da Casa.
Segundo a senadora, as ameaças começaram logo após a aprovação do projeto, que tipifica a misoginia como crime. Ela descreveu ter recebido uma “enxurrada” de mensagens com agressões e intimidações nas redes sociais, incluindo ameaças de morte.
Além disso, Soraya relatou um episódio de assédio dentro do próprio Senado, afirmando que um parlamentar teria tocado sua perna durante uma sessão. De acordo com ela, a situação ocorreu em um momento público, o que a deixou em estado de choque e evidenciou, em sua avaliação, a vulnerabilidade enfrentada por mulheres na política.
O caso ocorre em meio à repercussão do Projeto de Lei 896/2023, que inclui a misoginia — definida como ódio ou aversão a mulheres — entre os crimes previstos na legislação de discriminação. A proposta foi aprovada no Senado e segue para análise da Câmara dos Deputados.
A parlamentar também cobrou maior prioridade para projetos relacionados ao combate à violência contra a mulher, afirmando que propostas nesse sentido ainda enfrentam resistência dentro do Congresso Nacional.
O episódio reacende o debate sobre violência política de gênero e a segurança de mulheres em cargos públicos, especialmente diante do aumento de ataques e ameaças relatados por parlamentares nos últimos anos.