Mendonça afasta diretor-geral da PF e chefe de inteligência da corporação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A decisão também afasta o delegado Leandro Almada da diretoria de Inteligência Policial da corporação.

Segundo Mendonça, as medidas têm como objetivo garantir que ministros do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da Polícia Federal possam exercer suas funções sem eventuais interferências ou constrangimentos ilegais.

Na decisão, o ministro afirmou que o afastamento cautelar de uma autoridade pública pode ser determinado quando houver elementos concretos que indiquem risco à investigação ou possibilidade de uso indevido das prerrogativas relacionadas ao cargo.

Mendonça também determinou a suspensão da produção, elaboração ou compartilhamento, inclusive internamente, de relatórios de inteligência destinados à análise de atos praticados no exercício das funções de magistratura, advocacia pública e polícia judiciária.

A decisão ocorre em meio à crise entre ministros do STF e ganhou força após Alexandre de Moraes utilizar relatórios de inteligência da Polícia Federal para apresentar acusações contra Mendonça relacionadas à condução de investigações sobre o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Andrei Rodrigues ingressou na Polícia Federal em 2002 e acumula mais de duas décadas de atuação na corporação. Ao longo da carreira, trabalhou em operações de combate a crimes fazendários e ao tráfico de drogas, além de ocupar diferentes funções de comando.

O delegado ganhou projeção nacional ao coordenar a segurança da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Também integrou as equipes responsáveis pela segurança das campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, em 2010, e Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

Rodrigues assumiu a direção-geral da Polícia Federal em 2023, após indicação de Flávio Dino, então ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de transição, com aval do presidente Lula.

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