A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (21) que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, acusado de assédio sexual.
Em agosto, o STJ condenou o ministro após analisar o processo disciplinar instaurado para apurar as denúncias.
Na ação apresentada ao STF, a AGU também solicitou a suspensão do salário de Buzzi até o julgamento definitivo do caso. O pedido ocorre após o Supremo estabelecer o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados condenados por infrações disciplinares graves, entre elas venda de decisões judiciais e assédio sexual.
Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, durante uma viagem de férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Após as acusações se tornarem públicas, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro também relatou ter sido vítima de assédio sexual.
Desde o início das denúncias, a defesa de Buzzi afirma que o ministro não praticou qualquer ato impróprio.
O ministro está afastado do cargo e ainda pode recorrer ao STF.
Com informações da Agência Brasil.