O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) analisa nesta sexta-feira (25) se existem elementos suficientes para abrir uma investigação sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em procedimentos relacionados ao Banco Master.
O caso começou após a Polícia Federal (PF) encontrar, no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mensagens que mencionam Gonet. O conteúdo levou à abertura de um procedimento no MPF para avaliar a existência de possíveis irregularidades na atuação do procurador-geral.
Durante a sessão, os conselheiros vão analisar as mensagens, fotografias e outros elementos reunidos no procedimento, além dos argumentos apresentados por Gonet em sua defesa. A avaliação busca determinar se há indícios suficientes para justificar a abertura de uma investigação formal.
Gonet não participará da análise nem da votação. Embora seja o presidente do Conselho Superior do MPF, ele está diretamente envolvido no caso. A sessão será conduzida pelo vice-presidente do colegiado, Nicolao Dino.
O relator do procedimento é o subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino. Ele deverá apresentar um resumo do caso, as acusações e os argumentos da defesa. Em seguida, apresentará seu parecer e voto aos demais integrantes do Conselho.
Depois, os conselheiros vão se manifestar sobre a abertura ou não da investigação. Nove integrantes do colegiado participarão da votação, e a decisão será tomada por maioria absoluta.
Caso o Conselho conclua que não há elementos suficientes, o procedimento poderá ser arquivado. Se a investigação for aberta, poderá ser designado um subprocurador-geral da República para conduzir a apuração.
O colegiado também poderá analisar um eventual afastamento de Gonet dos procedimentos relacionados ao Banco Master durante o período de uma possível investigação.